Espaço Terapêutico Movimentos - Intuição
Espaço Terapêutico Movimentos - Intuição

Você usa sua intuição para tomar decisões?

Algumas escolhas são mais fáceis de fazer do que outras – e isso diz muito sobre nós. Quanto mais nos conhecemos, mais fácil é entrar em contato com uma sabedoria inerente a todos – a intuição.

“Faça o que o seu coração mandar”

Já ouvi muitas vezes essa frase quando era pequena e pedia conselhos para a minha mãe sobre alguma situação de indecisão. Ela não se referia aos meus sentimentos, mas à minha intuição. É como se ela morasse em algum lugar próximo do coração e enviasse uma mensagem de guiança, um recado que só poderia ser ouvido se eu prestasse atenção.

No fundo, o que minha mãe estava tentando me ensinar era a ouvir essa intuição, para além dos argumentos racionais divididos em prós e contras que eu já havia repetido inúmeras vezes para mim mesma antes de pedir ajuda.

Mas quando é intuição?

Recentemente conduzi uma oficina em grupo e conversamos sobre a intuição no processo de decisão. Pedi ajuda das participantes para construirmos juntas um significado e algumas ideias apareceram:

  • Intuição é como uma sensação de paz interior e de encaixe
  • É fácil confundir nossa intuição com medo ou com julgamentos que temos em relação ao que queremos ou achamos ideal fazer
  • É preciso prática para identificarmos o que é realmente intuição

A partir da nossa conversa entendi que ouvir a intuição talvez não seja fácil para muitas pessoas justamente por ser algo que precisa ser instigado e só aprendemos sobre isso com a experiência – não existe um manual ou um certo e errado. Cada pessoa tem uma forma de entender essa sensação e se conectar com ela. Podemos reunir dicas a partir da experiência de várias pessoas, mas só experimentando é que é possível reconhecer isso internamente.

Além disso, em momentos de decisões complexas às vezes é preciso suavizar as vozes da mente para podermos distinguir a intuição que está ali no meio. O processo de autoconhecimento nos auxilia nesse momento pois a partir da prática de observação (e não julgamento) de nós mesmos vamos construindo um entendimento sobre o que nos motiva, o que nos causa medo, que assuntos preferimos não olhar, etc. E aos poucos conseguimos perceber nuances nesses comportamentos e identificar quem está falando mais alto dentro de nós. Afinal, é muito plausível minha intuição estar me pedindo para seguir um rumo e ele me causar um medo profundo. Muitas vezes o que mais queremos é também o que mais tememos.

Da próxima vez que for tomar uma decisão simples e cotidiana, tente ouvir sua intuição. Pode ser que seja preciso fechar os olhos, respirar um pouco, trazer a consciência para o coração. Repetindo esse exercício a mensagem da intuição vai ficando cada vez mais evidente e quando você estiver realmente em uma dúvida crítica poderá escutar e sentir que caminho combina mais com o seu mais profundo “eu”.

Bianca Lauria

Formada em Relações Internacionais pela UNESP/Marília, trabalhou no projeto de extensão Universidade Aberta a Terceira Idade (UNATI), no qual percebeu que sua jornada profissional apontava para a relação direta com pessoas e seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Atualmente, estuda técnicas terapêuticas que consideram as dimensões física, mental, emocional e energética nos processos de adoecimento, cura e transformação.

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