Espaço Terapêutico Movimentos - O constante vai e vem de dentro
Espaço Terapêutico Movimentos - O constante vai e vem de dentro

O constante vai e vem de dentro

Tenho lido um livro sobre o funcionamento do intestino. O corpo humano é mesmo muito incrível.

Compreender um pouco mais sobre os processos de um de seus sistemas e sua integração com os outros me fez refletir sobre como tudo dentro do corpo tem o seu próprio ritmo.

A digestão, a respiração, os batimentos cardíacos… parar por alguns minutos e observar já é suficiente para encontrar um ou mais deles.

Como quando estamos na areia de uma praia e paramos para reparar o som do mar indo e vindo, indo e vindo… com o tempo nos envolvemos com outras atividades e até esquecemos do som, mas basta voltar a atenção para ele que ele segue por ali.

Ritmo

Uma vez, em uma conversa com um músico e professor de batuques corporais, ele me contou que se um grupo de pessoas é pedido para caminhar em uma sala livremente, passado um tempo, mesmo sem perceberem, todos estão caminhando em um mesmo ritmo.

Penso que o ritmo é tão natural que quando estamos distraindo a cabeça com uma tarefa simples como “ande pela sala”, mesmo que involuntariamente, voltamos a ele.

No entanto, mesmo percebendo a importância do meu ritmo interno, por tantas vezes me desconecto dele.

De repente, acontece uma invasão de preocupações – o próximo compromisso, a tarefa doméstica não realizada, a mensagem não respondida – tudo parece mais importante, mais urgente, “deixa eu só terminar isso aqui que já volto a me conectar com meu ritmo” –  e ele não encontra o espaço necessário para se restabelecer.

Ouvi em uma música (já não me lembro mais qual) alguém declamando: “fazer música é tirar o ruído entre o corpo e a alma”.

Será que pela concentração ao tocar um instrumento? Pela ativação dos sentidos? De forma semelhante, ando buscando a minha forma de tirar o ruído entre meu ritmo interno e o ritmo que fantasio ser o ideal para mim.

Qual é a sua?

Dê sua opinião, mande uma mensagem.

Bianca Lauria

Formada em Relações Internacionais pela UNESP/Marília, trabalhou no projeto de extensão Universidade Aberta a Terceira Idade (UNATI), no qual percebeu que sua jornada profissional apontava para a relação direta com pessoas e seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Atualmente, estuda técnicas terapêuticas que consideram as dimensões física, mental, emocional e energética nos processos de adoecimento, cura e transformação.

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