Espaço Terapêutico Movimentos - Depressão Pós-Parto
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Depressão Pós-Parto

Depressão pós-parto, não é frescura!

Parem de julgar as mães! Depressão pós-parto não é frescura, não é falta de vergonha, e nem falta do que fazer. É uma doença e merece respeito.

Segundo a OMS, cerca de 20% das mulheres no pós-parto e até 1 ano depois, apresentam algum transtorno mental, e a depressão é o mais recorrente. Esse adoecimento mental pode ser desencadeado por fatores biológicos, genéticos, ambientais e psicológicos.  Até mesmo a falta de uma rede de apoio e suporte do parceiro pode contribuir.

Eu, particularmente, acho que todas as mulheres no pós-parto ficam mais melancólicas, desejam um recolhimento instintivo para proteger o bebê, ficam mais sensíveis às alterações hormonais, porém não considero isso depressão pós-parto e sim o baby blues.

Baby Blues e Depressão

Os sintomas do baby blues são:

  • Maior sensibilidade emocional
  • Constante vontade de chorar
  • Comentários auto depreciativos
  • Insegurança
  • Impaciência
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Mudança brusca de humor

De forma geral o baby blues causa uma tristeza branda na mãe que não impossibilita que ela realize suas atividades ou cuide do bebê.

“Não tinha amor pelo bebê e queria sumir, mas venci a depressão pós-parto”

A depressão pós-parto “bloqueou” os sentimentos bons de Danielle pelo filho Théo por quase um ano, mas ela superou o problema e hoje é uma mãe carinhosa e amorosa (Veja mais no texto de Bárbara Therrie no UOL VivaBem clicando aqui).

Em geral, mulheres em depressão pós-parto, apresentam quadros como: descontinuidade da amamentação, conflitos familiares e negligencia em relação às necessidades físicas e psíquicas do bebê.

Depressão é caracterizada como uma desmotivação profunda diante da vida!

Se não for tratada, a depressão pode interferir no vínculo entre mãe e bebê, o que leva a prejuízos socioemocionais causando atrasos no desenvolvimento da criança, uma vez que a mãe não consegue criar vinculo e estabelecer empatia.

Outros Fatores

Outros fatores que contribuem para a depressão pós parto, mas que não são levados a sério por uma sociedade desumanizada, são os preconceitos e julgamentos. A imposição, às vezes capitalista, de uma maternidade feliz do ter e não do ser, julgamentos de comparações e falta de empatia. Histórias ancestrais carregadas de sem falta de informações cientificas e apoio especializados, muitas vezes faz com que a mãe se sinta culpa e com medo.

Esses sentimentos, e entre outros, como a angústia agravam o quadro da mulher, impedindo que a maioria verbalize o que sente, vivendo em um mundo fechado, sem amparo e empatia.

Por isso, mais uma vez, se faz necessário o acompanhamento pós-parto de uma rede de apoio, do parceiro e família (que conhecem como ninguém essa mãe), que identifiquem o mais rápido os sintomas, mesmo que seja somente um ‘acho’ que a mulher está diferente e incentive a procurar um especialista, como um psicólogo.

Com ajuda médica e terapêutica, essa mulher terá mais e melhores condições  de sair do estagio depressivo e volte a criar o vínculo e a interação positiva para os dois lados!

O importante é começar o tratamento o mais rápido. O ideal é iniciar o acompanhamento já na gravidez, estimulando a mãe a criar o vínculo, antes mesmo de o bebê nascer. Limpando os preconceitos sociais e internos, identificando os julgamentos e pensamentos negativos e estimulando a mulher a construir sua experiência positiva com a maternidade.

Elisa Blanco

Atuação em psicoterapia com bebes, crianças, adolescentes, adultos e casal. Especialização em Saúde Mental da Mulher, Perinatalidade e Parentalidade, Perdas e Lutos irreparáveis, Sistema OZ, Cromoterapia, Aromaterapia, A primeira infância e família contemporâneas, Formação de grupos terapêuticos, entre outros. Operadora de Mesa Quântica Estelar. Doula e Doula do Luto.

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